Basicamente, era um sistema que visava garantir, a preços baixos, trabalho manual às Forças Armadas Portuguesas, com a perspectiva de que, em caso de guerra teríamos mais carne para canhão, perdão, mais soldados e mais preparados.
Existia ainda a outra versão, que tinha a ver com "É de homem". Ou mesmo o jargão "Vais à tropa e fazes-te um homem!". Qualquer um era verdadeiramente espectacular e, mesmo assim, tão, estupidamente real.
Como o próprio já confessou, Nuno Markl foi um dos que "não foi à tropa"! E hoje isso nota-se, e ele está a pagar por isso, caros amigos. Não obstante o inusitado sucesso entre as duas mulheres que já conseguiu apanhar, nota-se sempre ali pelo meio, alguns trejeitos de mariquice, daqueles miúdos balofos e mimados que estão sempre entre o abismo de uma pirâmide de chocolate e uma valente depressão porque não conseguem fechar a boca. Seja para dizer uma piada ou enfiar mais um doce pela garganta abaixo.
Ir à tropa garantia que não espaço para mariquices.
Cagavas de pé, num buraco nojento e, se tivesses sorte, acertavas no buraco, pelo menos numa das vezes. Limpavas o rabo às mãos e o autoclismo era um balde cheio de uma água dúbia que por vezes fedia mais que a própria merda que acabavas de largar...
A comida era má, a roupa toda igual - não havia espaço para criatividade, combinações de cores e tons. Era tudo verde (ou azul) e como eles queriam. O calçado era igual para todos e teria de andar sempre estupidamente brilhante e engraxado.
O cabelo rapado à máquina quase zero, levava-nos a chorar no primeiro dia que nos viamos ao espelho - alguns choravam até crescer novamente.
A malta batia no mais fraco, mangava com ele tanto que, normalmente o pobre bastardo pedia dispensa do SMO, com sucesso.
Mas porque é que se dizia que fazia dos miúdos homens?
Porque muitos saiam diretamente da saia da mãe, dormiam fora pela primeira vez, iam aprender a desenrascar-se sozinhos, iam levar (e dar) porrada, teriam obrigatoriamente de aprender a fazer coisas que nunca na vida tinham feito, teriam os seus limites fisicos e mentais testados até limites que muitos nunca mais vão testar.
Era bom? Era mau?
Não sei se fez de mim mais ou menos homem, mas não foi assim tão mau como isso... E hoje em dia nota-se, claramente que, se calhar, alguns meninos e meninas precisariam de por lá ter passado...
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