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terça-feira, 2 de abril de 2013
Sem dó nem piedade
Entraste na minha vida por acaso, como quase tudo o que nos faz mal. Algumas coisas boas também entram assim, mas na verdade, são mais as más - reparem na facilidade que se fica doente e na dificuldade em encontrar um amor.. Ok, fracota a analogia. Reconheço. Nem sempre estamos inspirados, ou com vontade de brincar. Voltando ao inicio, entraste por acaso, mas com estrondo. Assim que meti os meus olhos nos teus, nunca mais fui o mesmo. Como mulher que és, já te apercebeste disso e, coincidência ou não, tens-te feito valer do teu corpo bem torneado, das tuas linhas sinuosas como qualquer circuito de pura adrenalina, onde juramos que não voltamos após um despiste, mas que passadas as feridas - nem sempre cicatrizadas - retornamos qual condenado para mais umas voltas, às vezes com a secreta esperança de um espetanço glorioso e saída em ombros, mesmo que para a morgue, só para te arrancar mais do que um olhar maroto. Tens consciência do que fazes, ou não usarias as vestes que colocas, umas transparentes que permitem mesmo sem imaginação, vislumbrar o teu corpo de deusa e sonhar com ele, ou os decotes largos que nos levam a desviar os olhos ostensivamente de cada vez que te baixas, por um lado, mas sempre sem perder o tino fisgado que se fica na vã tentativa de ver além do que o teu soutien permite. Tens corpo de menina e consciência de mulher. Devastaste-me o coração. Mais uma vez revelo a minha estúpida fragilidade emocional que me permite apaixonar perdidamente por todas as mulheres que têm "a" aura que lhes permite capturar espíritos fracos como o meu. Não te rias - és linda! A escrita sai fluída e descoordenada. É sempre assim. Nunca sei o que escrever a não ser descrever o sofrimento de quem ama tão perdida e rapidamente como eu. E não esquece. Como não esqueci a Maria, a Ana, a Sofia, a Carla, a Teresa, a Linda, a Sara, a Sandra (ai a Sandra!), a ... E agora, diz-me só, que faço eu com mais este coração despedaçado? Posso te pedir uma coisa? Posso? Deixa-me ir. Deixa-me em paz. Não pises mais os estilhaços. Deixa-me ficar, curar as feridas até ao próximo. Amo-te. Já te disse? Não... pois não. Mas gostava! Adoro amar, mesmo que sem ser correspondido. Mas para variar, gostava mesmo de me perder nos teus olhos negros, brilhantes e vivos e dizer-te: amo-te.
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